A sopa quentinha com massinhas em forma de letras, que em pequena comia, a tentar escrever várias palavras, no prato, antes de engolir cada colher de caldo.
A degustação perfeita do sabor a hortelã, simples, leve, para quando estamos com gripe ou só com saudades de casa: o caldo de galinha, com cenoura ralada, um fio de azeite e as letrinhas, por vezes, uma gema de ovo. Pronta em 10 min.
Recordo esta comida de conforto da infância, um regresso ao colo e à paciência da avó.
No início era o caos, o puzzle de letras que delicadamente seriam selecionadas algumas procurando formar um nome. Quando faltava uma ou duas letras para a palavra pretendida a colher ficava cheia de caldo e tudo se misturava, reiniciava o jogo, até terminar a sopa.
Anos mais tarde, na ausência da sopa e da companhia da avó, os cadernos com jogos de letras eram o desafio para completar o puzzle, mas não tinham o mesmo encanto!
Recordo o amor às palavras, às letras como parte de um jogo afetivo, o sabor da sopa de letras da avó!

Ana Bela Dinis
Autora
Apaixonada pela vida e pela escrita!
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