Escrever é um mergulho no silêncio, publicar é um encontro com o mundo

Escrevemos sozinhos mas é na comunidade que a nossa voz ganha sentido embora a escrita

aconteça como ato intimista e solitário, esta só ganha plenitude quando é partilhada.

Ao ser lida e validada pela comunidade, aí ganha voz, sentido. A mensagem transmuta-se ela deixa de ser do autor e passa a pertencer à comunidade de leitores, o que gera impacto e significado social.

Quem sou eu quando escrevo? O escritor torna-se o curador da sua própria história, ele

conecta experiências passadas a objetivos futuros, com autenticidade e foco nas qualidades

que o tornam único, original, o que o transforma num agregador de valor ao mercado,

beneficiando os leitores.

Este exercício de escrita traz clareza ao raciocínio, permite ao narrador abordar os seus

fantasmas e heterónimos, através da auto análise, a mensagem do escritor ganha um

propósito. Esta uma vez validade pela comunidade de leitores confere significado, sentido a

quem a escreve.

Escrevemos sozinhos, mas é na comunidade que a nossa voz ganha sentido.

A escrita traz clareza e propósito, mas sem a validação do leitor a mensagem é semente,

com ele, torna-se floresta.

Escrever é um ato de escuta, em comunidade é um sopro de liberdade!

Ana Bela Dinis

Autora

Apaixonada pela vida e pela escrita!

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