O amor chegou de mansinho

O amor chegou de mansinho,

num espaço de liberdade.

um encontro de almas com histórias semelhantes.

ela. reconheceu-lhe a experiência.

ele, encontrou um olhar solitário.

Num espaço de liberdade a única forma do amor surgir é leve sem invasão do espaço, porque a porta não está trancada pelo medo, apenas encostada. A  liberdade foi conquistada no deserto, na voz que aprendeu a dizer não e a valorizar quem é; se não fosse livre e leve, o amor era dependência, um projeto do que poderia vir a ser.

O encontro de almas com histórias semelhantes, atraem-se; não por terem percursos iguais  mas por terem a capacidade de se reconhecerem, apenas  os que  atravessaram o próprio deserto, na vida, reconhecem a poeira no sapato do outro; os que  amam a solitude têm a capacidade de ver  o olhar solitário  no outro, sem querer consertar.  As histórias similares não significam o mesmo tipo de experiência, mas a escolha de se curar, apesar dador, de ser acolhedor e não endurecer.

Ela reconheceu- lhe  a experiência, não pela piada pronta, não pelo texto bonito. antes  pelo silêncio, pela pausa antes de falar, pela forma como escuta sem interromper, pelas cicatrizes que não esconde, nem exibe.  A  experiência  não revela a idade, pode  questionar quantas vezes já morreste por dentro e escolheste voltar. E isso vê-se. Não se diz.

 A expressão da alma num olhar solitário, reconhece-o quem sabe estar consigo, o que não usa o outro para fugir de si.  Solidão, aqui, não é carência, é companhia própria. É a certeza de que, se ele for embora amanhã, ela continua inteira.  é essa incerteza que o faz ficar, isso  o atrai , como a borboleta rodeando a luz. Dois  olhares solitários que se encontram são duas laranjas inteiras a dividir o sol.

O amor de mansinho é o mais corajoso, porque não tem a promessa de que será para sempre. Tem a presença do agora, de duas pessoas livres que se escolhem todos os dias. sem contrato de posse, mesmo que dure um café ou uma vida. A luz reconhece  a luz. mesmo quando acompanha com olhar solitário.

São duas histórias semelhantes a escrever um capitulo de uma página em branco; que bom que o amor os encontrou em casa. Na tua casa. Que és tu.

Amor e Luz

O amor chegou de mansinho

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Ana Bela Dinis

Autora

Apaixonada pela vida e pela escrita!

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